Frases de ‘Mário Ferreira dos Santos’ (Autores)
Mário Ferreira dos Santos
Postado por WebMaster | Frases M, Mário Ferreira dos Santos
Alguma coisa há, e o nada absoluto não há
Mário Ferreira dos Santos
* Tietê, 3 de janeiro de 1907
+ 11 de abril de 1968
Tags: absoluto, alguma, coisa, há, haver
Biografia de Mário Ferreira dos Santos
Mário Ferreira dos Santos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Mário Ferreira dos Santos
Nascimento 03 de Janeiro de 1907
Tietê, São Paulo
Brasil
Morte 11 de abril de 1968 (61 anos)
Influenciados
Influenciados
Magnum opus Filosofia Concreta
Escola/tradição Filosofia Concreta (fundador)
Principais interesses Filosofia, economia, história, política, teoria social, psicologia, teologia, filosofia da crise, oratória, retórica, epistemiologia, gnoseologia, ontologia, filosofia matemática, religiões comparadas
Mário Ferreira dos Santos (Tietê, 3 de janeiro de 1907 — 11 de abril de 1968) foi um filósofo brasileiro, criador de um sistema filosófico a que chamou Filosofia Concreta. Escreveu muitos livros sobre várias áreas do conhecimento como Filosofia, Psicologia, Oratória, Ontologia e Lógica, publicados com recursos próprios sob o nome “Enciclopédia de Ciências Filosóficas e Sociais”.
Segundo Mário Ferreira dos Santos, sua Filosofia Concreta seria completamente baseada na lógica, não havendo possibilidade de discordância de seus pressupostos, a que chamou “teses”, de forma que a primeira tese é a fundamentação de toda a sua filosofia: “Alguma coisa há, e o nada absoluto não há”, da qual extrai outras teses, passando pelos principais tópicos da filosofia através dos métodos da filosofia matemática
Índice
Infância e juventude
Mário Ferreira dos Santos nasceu em 3 de janeiro de 1907, na cidade de Tietê, em São Paulo. Seu pai, Francisco Dias Ferreira dos Santos, era dono de uma companhia teatral intinerante. Estabelecido em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Seu pai dedicou-se ao estudo do então nascente cinema e tornou-se um dos pioneiros dessa arte no Brasil.
Apesar do anticlericalismo de seu pai, Mário foi matriculado em um colégio jesuíta. Em 1925 ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se formou em 1930.
Em 1929 casou com Yolanda Duro Lhullier, com quem teve duas filhas, Yolanda e Nadiejda. No início dos anos 40 foi contratado como tradutor pela Livraria do Globo, em Porto Alegre.
A filosofia de Mário Ferreira
A filosofia de Mário Ferreira é constantemente elogiada por sua forma e rigor de análise. Assim como a maior parte dos grandes filósofos, parte de pressupostos aparentemente simples para chegar na resolução dos problemas de ordem maior.
Desde que passou a viver para a filosofia, no final da década de 40, ele lecionava para alunos particulares e pequenos grupos.
Seu biografo, Luís Mauro Sá Martino, conta que: ‘”Havia um problema: praticamente não existiam livros sobre os assuntos aos quais ele se referia. Filosofia era um produto importado e caro. As obras filosóficas principais não estavam traduzidas e os textos em circulação, em sua maioria, eram precários.”‘
Nessa época, início dos anos 50, Mário Ferreira arquitetou em sua mente uma obra de larga escala, a Enciclopédia das Ciências Filosóficas, na qual simplesmente trataria da base filosófica de todas as áreas do conhecimento.
Ao contrário de outros filósofos, preocupados apenas com a formulação dos pensamentos, Mário Ferreira pretendia ser lido e compreendido por todos. A Enciclopédia tinha uma clara intenção social. O objetivo era levar conhecimento ao povo e estimular a mentalidade filosófica da população.
Como não havia sequer livros suficientes com os conceitos principais da filosofia, foi preciso começar do zero, construir as bases de um pensamento filosófico e, em seguida, expor sua filosofia original.
Mudou-se para São Paulo em 1945, continuando seu trabalho como tradutor na Editora Flama. A partir de 1947 dedica-se unicamente à filosofia, a qual o manteria ocupado, e muito, por mais de vinte anos.
Morreu em 11 de abril de 1968.
Livros publicados
Curso de Oratória e Retórica. Editora Logos, 1953.
Técnica do Discurso Moderno. Editora Logos, 1953.
Lógica e Dialética. Editora Logos, 1954.
Psicologia. Editora Logos, 1954.
Teoria do Conhecimento. Editora Logos, 1954.
O Homem que Nasceu Póstumo. Editora Logos, 1954.
Curso de Integração Pessoal. Editora Logos, 1954.
Análise Dialética do Marxismo. Editora Logos, 1954.
Filosofia e Cosmovisão. Editora Logos, 1955.
Ontologia e Cosmologia. Editora Logos, 1955.
Tratado de Simbólica. Editora Logos, 1955.
Filosofia da Crise. Editora Logos, 1955.
O Homem perante o Infinito (Teologia). Editora Logos, 1955.
Aristóteles e as Mutações. Editora Logos, 1955.
Noologia Geral. Editora Logos, 1956.
Filosofia Concreta (3 volumes). Editora Logos, 1956.
Sociologia Fundamental e Ética Fundamental. Editora Logos, 1957.
Filosofias da Afirmação e da Negação. Editora Logos, 1957.
Práticas de Oratória. Editora Logos, 1957.
O Um e o Múltiplo em Platão. Editora Logos, 1958.
Métodos Lógicos e Dialéticos (3 volumes). Editora Logos, 1959.
Pitágoras e o Tema do Número. Editora Logos, 1960.
Páginas Várias. Editora Logos, 1960.
Filosofia Concreta dos Valores. Editora Logos, 1960.
Convite à Estética. Editora Logos, 1961.
Convite à Psicologia Prática. Editora Logos, 1961.
Convite à Filosofia. Editora Logos, 1961.
Tratado de Economia (2 volumes). Editora Logos, 1962.
Filosofia e História da Cultura (3 volumes). Editora Logos, 1962.
Análise de Temas Sociais (3 volumes). Editora Logos, 1962.
O Problema Social. Editora Logos, 1962.
Das Categorias. Editora Matese, 1960.
Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais (4 volumes). Editora Matese, 1963.
Dicionário de Pedagogia e Puericultura (3 volumes). Editora Matese, 1965.
Origem dos Grandes Erros Filosóficos. Editora Matese, 1965.
Protágoras. Editora Matese, 1965.
Isagoge de Porfírio. Editora Matese, 1965.
Grandezas e Misérias da Logística. Editora Matese, 1966.
Invasão Vertical dos Bárbaros. Editora Matese, 1967.
Erros na Filosofia da Natureza. Editora Matese, 1967.
A Sabedoria dos Princípios. Editora Matese, 1967.
A Sabedoria da Unidade. Editora Matese, 1967.
A Sabedoria do Ser e do Nada. Editora Matese, 1968.
Teses da existência e da inexistência de Deus – com pseudônimo de Charles Duclos. São Paulo, Editora e Distribuidora Sagitário, 1946.
Se a Esfinge Falasse – com pseudônimo de Dan Andersen. São Paulo, Editora e Distribuidora Sagitário, 1946.
Realidade do Homem – com pseudônimo de Dan Andersen. São Paulo, Editora e Distribuidora Sagitário, 1947.
O Apocalipse de São João. São Paulo, Editorial Cone Sul, 1998.
“Cristianismo, a Religião do Homem.”
